terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Sem ela por aqui, em seu aniversário furtivamente lembrado. Brincadeira suave,  como as que estão em seus escritos livros.
Je vous salue, Marie. Uma Maria. Ela.
Que os anjos zelem por sua paz, amém.

Palmas pras voltas que o mundo dá...

Lidar com frustrações, dilema do dia. Houve empenho, foco, dedicação diária. Esforço. Capricho e cuidado. Persistência. E no silêncio de um fim de noite de um dia exaustivo, o reconhecimento parcial e mediano. Mais um na multidão. 
Os relances de psicologia voltam à mente

"Locus de controle é a expectativa do indivíduo sobre a medida em que os seus reforçamentos se encontram sob controle interno (esforço pessoal, competência, etc.), ou externo (as outras pessoas, sorte, chance, etc.). Foi formulado por Julian B. Rotter em 1966 em seu artigo 'Psychological Monographs'."

A frustação, assim como o locus de controle , pode ter origem interna ou externa. E os conceitos se misturam com a culpa. 
Haveria, então, uma frustração externa, mesmo com locus de controle predominantemente interno, e qsimultaneamente salpicado de culpa?
Sinto um déjà-vu de repente. Acho que em algum canto sombrio esse sentimento já rodopiou e adormeceu. E microdespertou.

Vingança? Raiva? Em vez disso, taquicardia e O2 saturando menos. E a vassoura varre tudo. Quem me vê cantando assim... palmas pras voltas que o mundo dá.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Delírio onírico

Normalmente os sonhos vêm, mas não ficam. Passam e desaparecem... Mas nas últimas duas noites dois sonhos aconteceram claros, detalhados, perturbadores. No primeiro, um bebê em meus braços, Luiza. Parecia meu. E a total falta de entendimento de como aquele pequeno ser vivia não me permitia cuidar adequadamente. E num descuido em uma bacia amarela, afogou-se, quase dormindo. E acordo em pânico, a tempo de não saber se a paralisia serena era definitiva. Em outro dia, me vejo envolvida iniciando uma empresa, que em seu letreiro grande, de letras soltas e título pouco criativo, havia um erro ortográfico. Um vizinho do mesmo ramo, ao lado, tinha letreiro com nome quase igual, porém sem erro. E mais uma vez, a clareza do sonho avisava que o aluguel do local custava 200 mil. Mensais. Por um quadrado de 20 metros quadrados, murado, gramado, com um pequeno barracão construído. E era o meu negócio. Insano. No qual eu acreditava piamente.
Tenho (me) perdido muito ultimamente. Está se esvaindo do meu ser a capacidade de escrever bem (inspiração), de ler com fluidez, de agir com organização e coerência... A paciência de ouvir, de ouvir sem julgar, especialmente. O coração anda apertado, amargurado, ansioso. Cansado. Faço tudo muito e não faço nada como queria. Nunca tive problemas com a fala em público, gaguejo. Nunca tive dificuldade em estudos, fiz pontos abaixo da média após ter tido um homérico "apagão" em um teste teórico. Taquicárdica, me apavoro e choro, tremendo o queixo nervosa. Acho que não sou eu mais.

Vintage

Ainda sou da geração do blog. Quase um ancião, frente a tantas mídias sociais instantâneas espalhadas por aí. Mas gosto da ideia do anonimato, da escrita pensada, da autorreflexão... E da não necessidade de ser "curtida". Escrevo para mim. E é escrevendo que, perdida, me acho. Talvez.

sábado, 27 de agosto de 2016

Presentes que a vida traz

Uma série de fatos interessantes e, por que não, coincidentes e cheios de sincronicidade, aconteceram. Podem ter sido acasos. Ou não. Um deles foi bastante simbólico e feliz.
Em uma conversa animada com uma amiga, falavam as duas sobre plantas e o quão bom cuidar delas é. Dias depois, uma presenteia a outra com uma linda muda de Árvore da Felicidade. Passados outros tantos dias, a presenteada teve a grata notícia de que a sua avó, em seu tempo terreno, tivera árvore da mesma espécie. Meses se seguiram e novamente um presente, desta vez de um rapaz simpático, como lembrança pelo aniversário: um delicado colar dourado com um pingente em madrepérola com o desenho dourado da mesma Árvore da Felicidade.
É a felicidade rondando, sob a vigília celeste da avó querida.
Gratidão. A quem couber.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Homilia

"Não devemos temer a morte. Devemos sim temer uma vida medíocre."

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sobre tristeza e gratidão Divina

Era um dia comum, como tantos outros. Cheio, cansativo, que começou com café forte e coletivo cheio. Como de costume, no corrido intervalo de almoço, uma ligação ao celular permeava os passos rápidos em meio aos carros e pessoas igualmente apressadas. O repertório da conversa não foi bom. De um lado a voz embargava, refletindo em lágrimas do outro. A caminho da mesa do refeitório, com prato e talheres em mãos, as lágrimas cairam sobre o alimento, a face corou, e a tristeza deu o tempero daquele almoço em meio a desconhecidos.
Na mesa compartilhada, sentou-se ao lado de duas senhoras que conversavam com a tranquilidade e a serenidade que seus cabelos brancos lhes davam.
Entre olhares solidários e curiosos, a pergunta: É amor? A voz rouca sorriu chorosa e surpresa, disse que não, obrigada. Algumas garfadas depois, a senhora sorri e novamente indaga: posso te dar um presente? A face interrogativa e surpresa esboçou um sorriso tímido e acedeu entre murmúrios. Você trabalha aqui? Minha filha também. Ela escreveu esse livro, esteve muito doente e curou-se. Hoje ela conta às pessoas como foi essa época difícil que começou com uma tentativa gestação, passando pela descoberta do tumor, até a cura plena. Ela dá palestras também. Você deve ler rápido, o livro é bonito, fácil de ler e tem fotos. Olha como ela é bonita! Não sei o que te aflige, mas passa. Deus está no comando sempre. Preciso falar d'Ele, não sei se você acredita. Qual o seu nome? O meu é Flor. Tem meu telefone aqui no livro. Pode ligar se quiser. Tenho que ir. Que Jesus te abençoe.
E saiu com a leveza de um anjo, acompanhada pela amiga.
Sobre a mesa, um livro, lágrimas, talheres no ar e a sensação de que Alguém lá de cima havia enviado aquele carinho pra quem precisava tanto.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Sozinha

Noite passada tive um dos maiores momentos de tristeza dos últimos tempos. Vem chegando o fim do ano, a cabeça toca o travesseiro e muitas reflexões boas e ruins vêm à mente. Chorei muito, por algumas horas, pensando no quanto eu não gostaria de estar na situação em que estou. E quem sabe tentar mudar nesse novo ano que vem em breve...
Perdi contato com muitos dos meus amigos. Ninguém mais me liga, não participei de nenhuma festinha de confraternização de fim de ano. Talvez não haja tanta fraternidade assim. Estou indo infeliz para passar o Natal na casa da sogra, não queria. Meus amigos estão muito ocupados para me encontrar no final de semana. E durante a semana, o forte ritmo de trabalho não me deixa forças pra encontrar ninguém. 
De repente me vejo em uma situação financeira complicada, sustentando um marido que não consegue emprego há 8 meses, que não me faz feliz em tão pouco tempo de casamento e que terapia nenhuma me faz ver lado positivo de coisa alguma. A chuva lá fora não para, parece até que se solidarizando comigo.
Preciso falar com alguém, contar o que me amargura. Mas pra quem? Pais, que não me compreendem? Amigos que mal sabem o que se passa e que provavelmente acham um exagero enorme da minha parte ficar triste assim em função de uma situação temporária?
Só vejo tudo ficar mais triste, mais opressor. Não me cuido, não tenho roupas novas nem ânimo para procurar em lojas. Não consigo planejar minhas próximas férias, coisa que sempre fiz e amei fazer. 
Tudo parece uma grande obrigação, uma rotina infinita que tirou meu brilho, minha alegria de viver, minha paz.
Vontade de sumir e só voltar quando tudo acabar. E melhorar.

terça-feira, 8 de julho de 2014

À flor da pele

Pronto. Escrevi um texto enorme e amargo e apaguei sem querer.
Talvez não fosse mesmo para ser registrado.
Azedume.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

E se... Será?!

E se essa depressão não passar?
E se ela atrapalhar meu relacionamento?
E se já tiver atrapalhado?
E se eu quiser jogar tudo pro alto?!

Será que vou ter coragem?
Será que me vou me arrepender?
Será que vou ficar sozinha pra sempre?
Será que algum dia vou ser feliz de novo?

Não sinto saudade,
Não sinto vontade,
Não sinto nada...
Só uma angústia infinita...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Fragilidade

Por trás da fachada de durona e bem sucedida está a mais pura fragilidade. Havia tempos que tantas lágrimas não desciam. Talvez estavam bem ali, acumuladas, brilhantes, loucas por sentir a brisa nem sempre agradável do exterior.
(Dos idos tempos das Memórias da Menina Solitária vem a escrita livre. Os escrita de livre associação, automática. Ok, nem tão automática assim... Freud não faria por escrito, o voluntário mascara o inconsciente. Daqui pra frente, o estado de semi-sono prevalece e o texto tornar-se-á imprevisível.)

Paulada, pancada, provação, teste. Confusão de idéias, sensação de egoísmo, pecado, fala comedida e cercada de medo. Medo de magoar (o que faço muito bem com quem amo), de falar o que realmente vem à cabeça. Os olhos se fecham, inchados e vermelhos, próximos ao travesseiro úmido em salmoura. Soluços. O nó aperta a garganta, uma vontade louca de falar pra alguém, desabafar, e a tecnologia facilita a escrita, já que a voz não sai. Os olhos de quem está longe em distância mas sempre junto de coração acompanham minha agonia de dígitos trêmulos e palavras erradas. Mas mesmo assim a verdade não sai. Ela traz vergonha de tantos pensamentos baixos (com filtro do consciente) e fortes, incontroláveis.
Aconteceu o que aconteceu, como diria Marisa Monte. E me abalou. Me tirou do aparente conforto, da alegria dos acontecimentos da manhã. Foi o meio dia (ou 13 horas?) mais duro dos últimos tempos. A ligação despretensiosa teve como resposta um solavanco e muitas lágrimas.
Fui acolhida, escutada, em meio a soluços em uma sala imediatamente trancada frente ao meu descontrole. Agradecimento imenso... Mas mesmo hoje, 36 horas depois, ainda sinto os olhos marejarem.
O que não falo e quase não admito nem pra mim mesma é a vontade de cancelar tudo, desistir, terminar o que foi aliançado e partir para um novo mundo de céu azul, fontes cantantes e enfeitado por um lindo arco-íris. O semi-sonho virou pesadelo, peso dele, pesado demais pra ela.
Os óculos que embaçam na piscina, o rosto queima. O choro tira as forças necessárias à escalada das escadas. E uma mensagem vem, de remetente desconhecido, cair feito luva, carapuça de medidas exatas.
Desânimo, depressão, ligações para um psicólogo que nunca atende.
Acabou a admiração, morreu um ídolo pra mim. Virou um lixo, um estorvo. O julgamento paternal, sem nem saber qual seria, já doía, castigava. E nem veio com tanta dor. A possibilidade de adiamento sugerida trouxe mais choro. Porque no fundo, era vontade cancelar tudo. A mensagem foi das mais difíceis de se escrever; a resposta veio imediata, compreensiva, calmante. Tinha que ser por escrito... Mas depois por telefone. Meio sem palavras, compreensivo.
A amiga-irmã carinhosa consola, quase pude sentir suas mãos me abraçando e afagando meu cabelo em solidariedade confortadora a tantos e tantos quilômetros de distância... E ainda que muito frágil e fraca, vou buscando forças não sei de onde, em meio a teclados, telas, telefones e solidão.
Vai passar. Um dia.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

I can't get no... satisfaction...

A música é antiga. Mas o problema permanece contemporâneo. A insatisfação constante assombra. Talvez seja trazido por perfeccionismo, neurose, distúrbio obsessivo-compulsivo ou simplesmente um quadro depressivo. Ou por pressão consumista que a vida moderna impõe. A questão é que a constante insatisfação assombra muitos distraídos por aí.
Cada sujeito tem sua visão da vida e sentimentos próprios... Mesmo tendo esta consciência, me assusto com meus próprios pensamentos de insatisfeita. Não basta realizar um desejo, uma vontade. A sensação de realização passa, e rápido. Logo a insatisfação vem de novo e com ela a inveja (palavra dura, mas necessária no contexto) da vida alheia, das benesses e bens alheios, e novos desejos brotam.
É aquela viagem que sua amiga fez, o carro que seu chefe comprou, o apartamento que um conhecido adquiriu, a jóia da sua colega que é mais bonita que a sua, o amor que alguém experimenta de forma plena. Isso incomoda e muito. Nada nunca é suficientemente bom, Por que as coisas são assim?! Essa angústia gera uma sensação de autopunição, de incompetência, fragilidade.
TPM?
Talvez.
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Escritos de um dia desses

É engraçado como as coisas acontecem... Esbravejo e praguejo a vida e ela vai lá e me passa uma lição.  Imagine dia profundamente estressante, permeado por episódios de taquicardia, descontrole e irritação. Um dia chuvoso de trânsito complicado, de ausência de sinal de celular, de esquecimentos e desencontros. Daqueles que nem fariam falta se não tivessem acontecido. A reunião acabou muito tarde, infelizmente já não havia temo hábil para exercitar o corpo, depois de tanto desgaste mental. A opção era abastecer o carro, que andava há muito com combustível ínfimo, descansar ao som da chuva infinita e preparar para a nova batalha no dia seguinte. Paguei o que devia ao frentista e ao relancear percebi um homem sentado no chão próximo à loja de conveniência. Muito sujo, molhado, tremia e resmungava, embora fosse de uma docilidade comovente. Ele se virou e pude ver o sangue vivo brotando de seu rosto ferido. Susto, repulsa, compaixão se mesclaram, ninguém conhecia o rapaz. Aparentava 40 e poucos anos, olhava perdido com um saco plástico e dois guarda-chuvas nas mãos. Exalava bebida alcoólica e tinha fala descoordenada e gaguejante. Não tive coragem de ir sem fazer nada por aquele ser. Liguei para o serviço de urgência e embora o local não fosse fechar, resolvi aguardar a ambulância. Um rapaz ofereceu comida e um chocolate quente, ele comeu satisfeito. Depois brincou com um chinelo velho, me mostrou que estava com frio e me pediu um agasalho. Aos poucos, agachada, fui tentando entender o que havia acontecido... Quase ininteligível, gaguejante, ele contou gesticulando e balbuciando que era morador de rua, bebeu muito e caiu. Ameaçava levantar, limpava o chão com o chinelo, mas obedecia quando o pedia para ficar calmo e aguardar cuidados médicos. Pude enxergar um sorriso sofrido em meio àquele rosto manchado de sangue coagulado, passivo, agradecido. Logo a ambulância chegou, acolheram o rapaz, limparam os ferimentos e ali mesmo me despedi com um aceno. Voltei pra casa pensativa, agradecida e tocada por poder ter vivido um dos fins de dia mais atípicos dos últimos tempos. E de repente o cansaço passou, meu coração teve paz e um sentimento indefinido intenso fez meus olhos marejarem.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Promessas e premissas

Sabe aquelas coisas que se promete fazer no Ano Novo?

Não me lembro o que me propus a fazer em 2012!

Em algum lugar escondido (em meus armários/gavetas, no computador ou em algum confim de minha traiçoeira memória) devo ter estes tópicos arquivados. E quer saber? Se não os recordar, talvez proponha novas metas. Um amigo uma vez me disse que não há tempo certo para iniciar um novo ano. Talvez o meu comece por estes dias.


Adeus casa velha

Pois é. Então. Cá estou eu.

Primeiro post de 2012, um ano que mal começou e já quase chegou à metade... Um ano que começou tumultuado, tanto quanto 2011 terminou. Aliás, parece até que o ano passado continua!!

Tudo aconteceu outro dia mesmo, e vai ver já faz 8, 10 meses! Tem sido um tempo de muito trabalho, de muito estresse, e de muita correria. Um dia desses aí (será quanto tempo faz?), me disseram que a Terra anda girando mais rápido. Talvez seja isso, ou eu é que ando girando rápido demais e nem tenho visto a vida passar.

Parece que chegou um daqueles anos em que tudo muda. Sim, de tempos em tempos anos chave acontecem, "reviravoltam" a vida e sacodem a poeira que ultimamente vem causando alergia. Mudança dói, causa desconforto, insegurança. Sinceramente, não gosto delas. Mas são inevitáveis. E já há 3 meses sofro por antecipação, só de me imaginar deixando esse lar que tanto adoro e que tantas boas lembranças invoca. Os churrascos, reuniões para assistir os jogos da copa, os jantares regados a vinhos e deliciosos acepipes, as conversas intermináveis esparramadas no tapete,o surgimento de um grande amor. Tudo vai ficar aqui.
E lá, ao chegar lá, minha angústia vai se dissolver e o coração abrir-se-á a novas histórias. O amor, eu o levo comigo. O amor próprio, que anda meio esquecido, e o amor de quem anda cuidando de mim com um zelo implacável.

É... Sair do ninho quentinho e sair à procura de novos gravetos não é tarefa trivial. Mas quem sabe assim o aprendizado não engrandece a tarefa?

Adeus casa velha. Bem-vinda, vida nova.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Resposta? (II)

Não deixe o dinheiro ser o dono de seu tempo

Nosso dia-a-dia se torna cada vez mais intenso, as informações são muitas, as cobranças e pressão excedem o nosso limite, mas o que fazer se o mundo nos cobra isso?
Vamos analisar a sua vida hoje! Será que você é feliz com esta forma de viver? Quando está só se sente em paz?
Estes são os termômetros que o levarão a uma análise profunda e desejo imediato de mudança.

Ouço de meus pacientes algumas reclamações que se repetem do tipo: meu relacionamento está péssimo, se é que existe; a traição faz parte de nossas vidas; no emprego sou cobrado a cada dia mais por perfeição e resultados; sair às 20:00h do escritório faz parte do dia-a-dia de todos os funcionários, e os que não cumprem essa rotina são descartados pois não vestem a camisa da empresa...

Será que falta algo em sua vida para mudar essas situações? Sim, falta equilíbrio. A partir do momento em que decidir cuidar mais de você, perceberá que tudo a sua volta se transformará.
Sua vida não anda da forma como deseja porque se preocupa muito mais com os outros do que consigo mesmo. Quando modificar a sua energia e estiver em equilíbrio perceberá que até as outras pessoas passarão a vê-lo de uma outra maneira.

A fuga cega para um único aspecto de sua vida representa desequilíbrio. Se neste momento você cuida mais de seu emprego de que de todos os aspectos de sua vida, tenha certeza que os outros aspectos simplesmente não existem.
Se cuida do relacionamento e vive obsessivamente por ele, tenha certeza que as outras áreas estão sendo deixadas de lado.

Ganhar dinheiro e trabalhar são aspectos fundamentais, mas não são únicos.
O relacionamento também é muito importante, mas como os demais aspectos de sua vida, é complementar.

O equilíbrio energético em sua vida significa estar presente de maneira consciente no momento atual, ou seja, ser capaz de parar e analisar a sua vida e decidir pelo melhor, significa ainda dar ouvidos aos sinais que a vida lhe dá. Isso é muito fácil de ser obtido, isso significa felicidade e paz de espírito.

A tristeza, as emoções e pensamentos negativos podem estar fazendo parte de sua vida, por diversos motivos, mas tenha a certeza que a saída só será enxergada quando você conseguir parar e analisar a sua vida e isso representa equilíbrio.
A radiestesia o leva a uma mudança de padrão vibracional. Assim, é possível pelo reestabelecimento de todos os padrões vibratórios e eliminação de bloqueios entender o porquê de estar em determinada situação.

Nada nem ninguém pode ser o dono de nosso tempo, nem o dinheiro, nem as outras pessoas, você só poderá dar o seu melhor e ser amado por todos se, em primeiro lugar, estiver bem consigo mesmo e se amar acima de tudo!

Resposta?

Sentiu tristeza?
- Agradeça a tua vida. Se você deseja realmente ser feliz, agradeça a todas as coisas boas que possui neste momento. Se você é saudável, agradeça, pois, agradecendo, coisas boas surgirão cada vez mais. Observe que tendemos a reparar só nas coisas que a gente não têm e esquecemos de agradecer o que temos. Lembre-se: Quanto mais você se queixar, reclamar e até mesmo amaldiçoar o que não tem, mais a sua vida se torna um mar de insatisfação e você acaba se tornando uma pessoa amarga. Portanto, não amaldiçoe a sua vida.

Sentiu irritação?
- Meia hora de silêncio. Deixe a irritação vir. De olhos fechados, preste atenção no seu corpo. Sinta, não analise, não controle. Se tiver vontade de chorar, gritar, faça! Fique com você, com suas sensações físicas, observe, fique apenas observando as suas reações corporais.
Deixe que seus sentimentos e reações de seu corpo se manifestem. Preste atenção em seu corpo. Se vier sensação de enjôo, deixe vir e só observe, não queira controlar, solte o seu corpo. Quando você só observa e deixa os seus sentimentos e sensações físicas se manifestarem, normalmente essas sensações desagradáveis se transformam em sensações agradáveis.
Se você se entregar a este exercício, não querendo controlar a sua mente e o seu corpo, a sua energia vital irá fluir de forma mais livre.

Critica destrutiva aos outros?
- Dê uma olhada para você. O que mais você cobra dos outros, é o que menos faz consigo mesmo. As pessoas são o nosso espelho. Elas refletem os defeitos - que a gente não quer perceber - que existem em nós. Você cobra, por exemplo, que o seu marido não lhe dá carinho, atenção. Vai aqui uma pergunta: Será que você está se dando carinho? Você se dá colo? Ou você é seca, muito dura consigo mesma? Se você for realmente honesta com você, vai refletir a esse respeito.
Faça um exame do que você é, de como vem se tratando. Reflita sobre como você se relaciona com os outros. Se você é daquelas pessoas que querem controlar os outros, a vida (porque é insegura), acaba ficando rígida, se desvitalizando e, conseqüentemente, perde o ânimo pela vida. Vida é movimento, dinamismo, mudanças.
Como toda pessoa insegura, você odeia surpresa e os imprevistos. E, com isso, passa a não viver a vida. Acaba se tornando uma pessoa formal, não se descontrai, não deixa que a vida a leve. Você quer levar a vida, controlá-la, quer que as coisas aconteçam do seu jeito. Enfim, quer domá-la. Lembre-se: a vida não se curva, não se submete a ninguém. Talvez você não tenha percebido que é você quem tem que se curvar a ela e reverenciá-la.
Mas para isso, você precisa exercitar a humildade.

Continuação do devaneio

Talvez se eu fosse mais jovem, adolescente, eu nem pensaria duas vezes... Terminaria logo.
Mas nesse mundo cruel é tão difícil encontrar alguém de caráter sólido, que tenha a verdade nos olhos e todo o amor do mundo pra oferecer...
Como dissociar as situações? Relacionamento se avalia pelo pacote completo, não só pela parte boa. Mas é que a parte ruim às vezes pesa demais.
Agora estou eu como o telefone na mão, com a certeza de que ele está do outro lado da cidade com o telefone do lado, me esperando ligar.
E não sei se ligo.
Vontade de ligar? Não estou. O clima não ficou bom. Por mim ficava uma semana sem contato pensando no que fazer. Mas se faço isso, corro o risco de colocar tudo a perder. E se ligo, e se ele volta aqui? E se o o clima permanece ruim e eu o peça pra ir embora de novo?
Gosto dele, mas pela primeira vez tenho a triste dúvida se amo ou não esse homem. E temo pelo sentimento que ele terá quando souber disso (já ouvi isso uma vez e foi o pior dia da minha vida).
Ó vida...

Crisis

A maioria das mulheres se sentiria plenamente feliz com um namorado dedicado e apaixonado, um emprego que dê segurança e uma vida de paz interior. Pois é. O problema aparece quando determinados aspectos do relacionamento amoroso não vão bem. E parece que todo o resto desaba e a paz acaba.
Poderiam dizer que sou louca por me queixar assim. Mas estou como um vulcão por dentro e se não escrevo, acabo não conseguindo achar uma solução.
Tudo bem, ele faz tudo por mim. É um namorado dedicadíssimo, fiel, carinhoso. Um pouco grudento, devo admitir. Mas o problema é outro. De uns tempos pra cá (de dois meses de namoro até hoje... aff), ele tem ficado mais tempo em minha casa que na dele. Isto às vezes cai em meu âmago como uma invasão do meu espaço. Sim, é possível que um dia eu me case. E aí, como vai ser? Vou conseguir ter alguém morando comigo, depois de tantos anos de independência e solidão relativa?
O problema é que mesmo sendo solteira, estou vivenciando problemas de casada. Não pense que falo de apertar pasta de dente no lugar errado ou  não abaixar a tampa do vaso. Isso não me afeta. Falo de problemas financeiros. Não sou aficcionada por dinheiro, mas confesso que ter uma vida financeira desequilibrada não me apetece, e me desestabiliza inclusive. Agradeço todos os dias por minha melhora profissional, meu êxito gradual e as chances maiores de um sucesso profissional bem sólido. Mas ele... Com quase 40 anos de idade enfrenta um achatamento do salário, uma carreira cada dia menos promissora em uma empresa que só faz a infelicidade dos funcionários. E não vejo perspectivas de melhora. No meio da encrenca, eis que o apartamento dele não terá renovação do contrato do aluguel. E começa a busca desesperada de um imóvel para alugar em um mercado inflacionadíssimo.
Os mais racionais pensariam: por que não morar juntos então? E aí vem a bomba... Vou assumir um compromisso público com alguém que amo, mas que não tem possibilidade de melhoras? Que não pode me oferecer uma segurança, que não consegue trocar o próprio carro? E que vou provavelmente ter que sustentar pois nem aposentadoria terá??
Isso me corroi por dentro. Não tenho nem com quem conversar, afinal  é um assunto delicado e que aparentemente não tem solução. Ou eu aceito a situação ou termino o namoro. Já tentei dar dicas, idéias, mas parece que nada vai mudar muito. Falta esforço por parte dele... E falta coragem pra falar tudo pra ele. Vai soar como uma afronta, como se eu estivesse indo direto ao ponto fraco, humilhando.
Nisso minha cabeça vai longe, não sinto desejo físico mais, até inconscientemente crio situações para afastá-lo de mim e aí vem aquele remorso horroroso e um arrependimento imediato.
O que vale mais na vida? Ter alguém que te ame mas sem perspectivas de te dar segurança financeira ou alguém que pise na bola e seja abonado?
Ideal seria a união das duas coisas, mas definitivamente nunca consegui achar ninguém assim.
E estou sofrendo todos os dias.