quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Continuação do devaneio

Talvez se eu fosse mais jovem, adolescente, eu nem pensaria duas vezes... Terminaria logo.
Mas nesse mundo cruel é tão difícil encontrar alguém de caráter sólido, que tenha a verdade nos olhos e todo o amor do mundo pra oferecer...
Como dissociar as situações? Relacionamento se avalia pelo pacote completo, não só pela parte boa. Mas é que a parte ruim às vezes pesa demais.
Agora estou eu como o telefone na mão, com a certeza de que ele está do outro lado da cidade com o telefone do lado, me esperando ligar.
E não sei se ligo.
Vontade de ligar? Não estou. O clima não ficou bom. Por mim ficava uma semana sem contato pensando no que fazer. Mas se faço isso, corro o risco de colocar tudo a perder. E se ligo, e se ele volta aqui? E se o o clima permanece ruim e eu o peça pra ir embora de novo?
Gosto dele, mas pela primeira vez tenho a triste dúvida se amo ou não esse homem. E temo pelo sentimento que ele terá quando souber disso (já ouvi isso uma vez e foi o pior dia da minha vida).
Ó vida...

Crisis

A maioria das mulheres se sentiria plenamente feliz com um namorado dedicado e apaixonado, um emprego que dê segurança e uma vida de paz interior. Pois é. O problema aparece quando determinados aspectos do relacionamento amoroso não vão bem. E parece que todo o resto desaba e a paz acaba.
Poderiam dizer que sou louca por me queixar assim. Mas estou como um vulcão por dentro e se não escrevo, acabo não conseguindo achar uma solução.
Tudo bem, ele faz tudo por mim. É um namorado dedicadíssimo, fiel, carinhoso. Um pouco grudento, devo admitir. Mas o problema é outro. De uns tempos pra cá (de dois meses de namoro até hoje... aff), ele tem ficado mais tempo em minha casa que na dele. Isto às vezes cai em meu âmago como uma invasão do meu espaço. Sim, é possível que um dia eu me case. E aí, como vai ser? Vou conseguir ter alguém morando comigo, depois de tantos anos de independência e solidão relativa?
O problema é que mesmo sendo solteira, estou vivenciando problemas de casada. Não pense que falo de apertar pasta de dente no lugar errado ou  não abaixar a tampa do vaso. Isso não me afeta. Falo de problemas financeiros. Não sou aficcionada por dinheiro, mas confesso que ter uma vida financeira desequilibrada não me apetece, e me desestabiliza inclusive. Agradeço todos os dias por minha melhora profissional, meu êxito gradual e as chances maiores de um sucesso profissional bem sólido. Mas ele... Com quase 40 anos de idade enfrenta um achatamento do salário, uma carreira cada dia menos promissora em uma empresa que só faz a infelicidade dos funcionários. E não vejo perspectivas de melhora. No meio da encrenca, eis que o apartamento dele não terá renovação do contrato do aluguel. E começa a busca desesperada de um imóvel para alugar em um mercado inflacionadíssimo.
Os mais racionais pensariam: por que não morar juntos então? E aí vem a bomba... Vou assumir um compromisso público com alguém que amo, mas que não tem possibilidade de melhoras? Que não pode me oferecer uma segurança, que não consegue trocar o próprio carro? E que vou provavelmente ter que sustentar pois nem aposentadoria terá??
Isso me corroi por dentro. Não tenho nem com quem conversar, afinal  é um assunto delicado e que aparentemente não tem solução. Ou eu aceito a situação ou termino o namoro. Já tentei dar dicas, idéias, mas parece que nada vai mudar muito. Falta esforço por parte dele... E falta coragem pra falar tudo pra ele. Vai soar como uma afronta, como se eu estivesse indo direto ao ponto fraco, humilhando.
Nisso minha cabeça vai longe, não sinto desejo físico mais, até inconscientemente crio situações para afastá-lo de mim e aí vem aquele remorso horroroso e um arrependimento imediato.
O que vale mais na vida? Ter alguém que te ame mas sem perspectivas de te dar segurança financeira ou alguém que pise na bola e seja abonado?
Ideal seria a união das duas coisas, mas definitivamente nunca consegui achar ninguém assim.
E estou sofrendo todos os dias.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Oniricidades

Como tudo começou é uma incógnita. Mas em meio a uma vontade de cantar em plena disciplina universitária, a frustração do preparo e expectativa em vão. E a performance de um sujeito conhecido por atitudes moralmente condenáveis fazendo uma grande amiga entristecer.
Imagens e cenas claras, que aos poucos vão se tornando um filme rápido e ininteligível, cujos rostos e histórias confundem-se e acabam por se perder em um redemoinho de um sonho que termina.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diálogo



(...)


- Estou com os olhos ainda inchados...

- Está linda.

- Continua precisando de óculos...

- Continuo te amando!

(...)


Nada que for dito poderá descrever um dos momentos mais mágicos que já vivi.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A dor e a descrença

O sofrimento em relacionamentos amorosos passados faz com que a maioria das pessoas passe a sentir uma completa descrença na possibilidade de encontrar um novo amor com todas as qualidades sonhadas. Não digo isso apenas porque ouço as pessoas dizerem ao meu redor, mas porque também já estive em maus lençóis, infelizmente algumas vezes. Na verdade, tive uma única grande decepção amorosa, e algumas outras menores. Não me fizeram somente sofrer. Fizeram-me refletir, superar, aprender e finalmente tornaram-me uma mulher um pouquinho mais lúcida e de pés bem fincados no chão.
Num grupo de conhecidos, vira e mexe o assunto de casamento aparece. Eu solteira (e ouvinte nem sempre muito atenta), eles casados ou divorciados. Ouvi umas pérolas um dia desses.
  • O bom de ser mulher é que a gente pode fingir sem o cara saber. Aí pronto, fez tudo, acabou.
  • Casamento é ruim demais. Bom é o primeiro ano. Depois acabou carinho, o por favor...
  • Pelo menos casamento tem uma vantagem... quando separa dá pra ficar com alguma coisa.
  • Pra quem tem filho, casamento é bom. Enquanto um vai ao banheiro, tem o outro pra tomar conta da criança.
  • Ei, a gente não tá falando isso pra você não casar, viu? Não é tão ruim assim.
Não é deprimente?

Não que eu seja a "pró-casamento", também não sou completamente avessa à união conjugal. Mas esse extremismo que percebi são típicos de quem nunca viveu um amor pleno, mesmo que não seja dentro do casamento. Fico triste por saber que muita gente nunca sentiu a mágica que ando sentido nos últimos meses.
E te conto... a transição solteiro-casado não pode ser nos moldes tradicionais. O morar-juntos-progressivo deveria ser enxergado como uma situação natural, sabe? Esse negócio de sair da casa da mamãe e de repente mudar para um novo lar com alguém cheio de hábitos diferentes sem nunca ter tido a experiência de morar sozinho, ser independente... sei não. Pode dar choque mesmo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Contador de visitas

Ficar tempos sem entrar no blog pode gerar algumas surpresas. Qual não foi a minha quando vi que o contador de visitas sumiu?!
Em ritmo de ano novo, vida nova, contador novo! Comecemos do zero.

Pra você guardei o amor

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar


(N.R.)

O Corpo Simbólico

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A garganta entope quando não é possível comunicar as
aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a instatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece
terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica
intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna"
tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da
imunidade.
(autor desconhecido)